28 28UTC outubro 28UTC 2007
Talvez escrava um poema, no qual grite seu nome…

To de puto, to triste…. Nem sei mais o que eu estou. Não aguento mais ter que viver dia após dia assim. Mudanças radicais despontam no horizonte. Se as mudanças ocorridas a 3 anos atrás não adiantaram grandes coisas talvez seja melhor voltar ao que era antes e ver no que dá…
Uma coisa pelo menos eu voltei a fazer: ouvir Mozart, Vivaldi, Bethoven, Chopin. Só o começo pelo jeito. E se já me acham um cara fechado…
—————————————————————————————————-
A espera
Sentado em um canto afastado
Os olhos correndo o ambiente sem nada de bom
Desiludido da vida e dos sonhos infantis
Esquecendo aquilo que sempre quis
Os braços cruzados
Os joelhos juntos
Os lábios fechados
Contrastam com meu tênis imundo
Largado no mundo
Sem lenço e sem documento
Na falta de um coração ou de uma idéia na cabeça
Analizando e sendo analizado
Questionando e sendo questionado
A dor no peito ao ver que ninguém se importa
Na verdade ninguém ao menos olha
Passam os olhos como à um pedinte
Para esquecer o que viu no segundo seguinte
Os sons incessantes
As emoções sufocantes
E eu, como uma latrina
Sendo depósito de tudo o que sobra
Restos de uma conversa
Sobras de um carinho
Raspas de uma amizade
Migalhas de simpatia
E baldes de desprezo
A morte como objetivo
A vida como obstáculo
Uma tentativa futíl
De fugir deste espetáculo
Macabro e assombroso
Feito em um teatro em escombros
Em que as pedras que caem
São sonhos que desabam
Vidas que se acabam
E apoios que desmoronam
Pensamentos voam
E se chocam no firmamento da mente
Tão violentos e conscientes
Que um ataque a sangue-frio
Me faria muito mais contente
Sem vontade de levantar
Sem força nas pernas para andar
Nem uma palavra a mais para falar
Somente um verbo a restar:
Esperar
—————————————————————————————————-
Such a Fool
Um barulho infernal
Entre intervalos de um silencio mortal
Estavam a minar
Toda a sanidade que me resta
Se fosse líquido lá estava eu bebendo
Se fosse sólido estava eu comendo
Contando os segundos para ir embora
E dar mais uma noite por perdida
O suor desce pelo rosto
As mãos ficam frias
Um calafrio escorre pela coluna
O corpo treme
Os olhos se fixam
E nada no mundo consegue me fazer parar de olhá-la
O que ela fez?
Nada
Se ela olhou para mim?
Não
Se ela chegou perto de mim por minha causa?
Não
Ela simplesmente estava lá
Não precisava andar
Não precisa falar
Não precisava me notar
Só o que me bastava
Era a certeza na minha cara
Que um dia ela há de me notar.
—————————————————————————————————-
Vinicius de Moraes - Para Viver Um Grande Amor
Vinícius De Moraes E Toquinho
;Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há que fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
;Cantado
Eu não ando só,
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista!
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
;Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
;Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
criado por barkhlet
20:55 — Arquivado em: 



